Claraval, no interior de Minas Gerais, é a primeira cidade brasileira a contar com um Diagnóstico Social Participativo voltado para todo o município. O documento busca integrar zona rural e urbana na perspectiva do desenvolvimento local e marca o início do processo de consolidação do programa Núcleos de Integração Comunitária.
Desenvolvido pelo Ibase entre 2005 e 2006, com a implantação dos primeiros Núcleos de Integração, o método já foi aplicado em 17 municípios, distribuídos por sete estados: Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e São Paulo. Diferentemente de Claraval, nas experiências anteriores as ações eram voltadas para bairros ou territórios específicos de cada cidade.
“Ter o Diagnóstico consolidado e entregue à população integrada ao projeto é um passo muito importante. Este documento é uma ferramenta indispensável para apoiar as ações de mobilização e a tomada de decisões nas próximas etapas de implantação do programa”, explica Alcione Ferreira, pesquisadora do Ibase no Projeto Núcleos.
Atualmente realizados em parceria com a Axia Energia, os Núcleos de Integração Comunitária constituem um sistema de ações coordenadas voltadas ao desenvolvimento local. O princípio básico é integrar e dinamizar as relações entre indivíduos, grupos comunitários, agentes públicos e outros atores do território.

Outro eixo fundamental da metodologia é promover o desenvolvimento sustentável com base na cooperação e na parceria. A proposta é articular uma comunidade consciente de seus problemas, com demandas organizadas e debatidas coletivamente, a setores do governo, do empresariado, instituições da sociedade civil e outros grupos sociais.
Rita Corrêa Brandão, diretora do Ibase, afirma que essa é uma metodologia que carrega a marca da instituição.
“O método dos Núcleos se baseia na reflexão conjunta sobre a realidade social local e na construção coletiva de instrumentos que estimulam a ação cidadã e a implementação de processos de mudança. As condições para um desenvolvimento local de base comunitária são criadas à medida que as comunidades se organizam, analisam seus próprios problemas, definem prioridades e buscam soluções junto aos órgãos competentes e parceiros”, concluiu.


