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Qual é o impacto do extrativismo no meio ambiente?

A indústria extrativista impulsiona o crescimento econômico de diversos países, no entanto também traz uma série de problemas ambientais e sociais, além de promover conflitos e ameaçar os direitos humanos. 

Por isso, é muito importante que a gente acompanhe e estude o impacto das indústrias extrativistas no Brasil, avaliando o prejuízo ambiental e social causado por elas.

Nos últimos anos, vimos grandes tragédias como a de Mariana e de Brumadinho acontecerem devido aos impactos da mineração. Infelizmente esses casos não são isolados e precisam ser levados em conta quando mostramos o impacto das indústrias extrativistas.

Continue lendo este artigo para entender mais sobre o extrativismo e porque ele causa um impacto tão grande no meio ambiente e na sociedade como um todo.

O que é o extrativismo?

O extrativismo nada mais é que a extração de recursos naturais da terra, feita por meio de coleta manual ou do uso de máquinas. 

Assim, existem três tipos de extrativismo: o mineral, o vegetal e o animal. Neste artigo vamos tratar mais detalhadamente do extrativismo mineral, a atividade econômica baseada na retirada de minérios do solo, dos rios e dos mares.

Através dessa prática, os seres humanos conseguem extrair ferro, petróleo, manganês, ouro, prata e outros minerais que são extremamente importantes para a produção de bens de consumo.

As indústrias extrativistas desempenham, hoje, um papel dominante nas economias de 81 países do mundo, que representam um quarto do PIB mundial. Além disso, o setor de mineração formal emprega 3,7 milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Ou seja, essa é uma indústria muito valiosa no âmbito econômico.

O grande problema é que, ao extrair  os minérios, os seres humanos também causam um grande impacto ambiental, pois alteram drasticamente a natureza.

A facilidade da realização dessas atividades de forma equivocada e até mesmo ilegal prejudica a fiscalização dessas indústrias e, por isso mesmo, ocasiona uma série de desastres ambientais, como os ocorreram nos últimos anos aqui no Brasil.

Infelizmente, as mineradoras e os garimpeiros buscam apenas o lucro e, em muitos casos, não seguem as diretrizes ambientais, o que ocasiona não apenas problemas para a natureza, mas também leva à violação dos direitos humanos de muitas pessoas.

Quais são os problemas socioambientais causados pela indústria extrativista? 

A atividade mineradora e o garimpo (a retirada de pedras preciosas) promovem impactos diretos no meio ambiente, como: a contaminação das águas e do solo,  a destruição das margens dos rios, a retirada da cobertura vegetal, dentre outros. 

Além disso, as indústrias extrativistas trazem uma série de problemas sociais para os moradores e as moradoras das regiões exploradas.

Uma pesquisa realizada pelo Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração mostrou que em 2021, foram contabilizadas 644 localidades em conflito e 840 ocorrências de conflitos com relação à indústria mineradora. 

Os grupos mais atingidos pela mineração neste ano foram: Indígenas (17,7%), Pequenos proprietários rurais (16,9%), Estado (16,8%), População urbana (13,5%) e Trabalhadores (10,7%). 

Ou seja, a indústria extrativista também causa uma série de problemas principalmente para os povos originários e os pequenos produtores, grupos que já estão em posição de vulnerabilidade social e econômica.

A maioria desses conflitos ocorrem devido à poluição da terra e das águas, que também prejudica a saúde e o bem-estar da população que vive nas áreas exploradas.

Ou seja: não podemos separar os problemas ambientais dos sociais, afinal, a degradação do meio ambiente por parte dessas indústrias também impacta diretamente nas vidas das pessoas.

Isso fica muito claro quando acontecem desastres como o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), mas mesmo quando a situação não é tão extrema, ainda há um impacto ambiental muitas vezes irreversível.

Diante de todos esses casos e essas tragédias ocorridas devido à exploração de minérios, é necessário que o governo realize uma fiscalização muito mais rigorosa dessas indústrias extrativistas. 

Tanto a atuação das empresas quanto o descarte dos rejeitos precisam ser fiscalizados constantemente e o impacto ambiental precisa ser avaliado em todos os casos. 

Aqui no Ibase nós desenvolvemos um projeto para promover essa fiscalização e também atuamos junto de grupos que estudam os impactos ambientais causados pelo extrativismo e pressionam o Estado para que sejam criadas leis mais rigorosas e as empresas responsáveis por danos socioambientais sejam punidas.
Conheça o nosso projeto de Controle Social das Indústrias Extrativistas e também acompanhe o trabalho da Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale e do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração, grupos dos quais o Ibase faz parte.

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