Protesto contra LGBTFobia e homenagem ao ativista Sandro Cipriano em Recife

 

Representantes da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), entidades da Sociedade Civil Organizada, militantes dos direitos LGBTI+ e integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizaram um ato nesta quarta-feira (dia 28), no plenário da casa legislativa em Recife. O objetivo foi relembrar os dois meses do assassinato do educador e militante LGBTI+ Sandro Cipriano, morto no dia 28 junho de 2019, no município de Pombos, na Zona da Mata de Pernambuco, além de cobrar medidas efetivas para combater a LGBTFobia. O ato fez parte do encontro semestral do Conselho Diretor da Abong.

Athayde Motta, diretor do Ibase e integrante da atual direção da Abong, também esteve no protesto. “Os assassinatos contra LGBTs colocam o Brasil numa situação inaceitável. A morte do ativista Sandro, infelizmente, não é um caso isolado. Não podemos conviver com esse grau de violência – afirma Motta.

Um relatório divulgado, em 2018, pelo Grupo Gay da Bahia, entidade que há 39 anos registra dados de violência contra LGBTs no Brasil, apontou que ano passado foram computadas 420 mortes no país. Os dados mostram que 76% das mortes foram homicídios e 24% foram suicídios

Quem foi Sandro Cipriano?
Além de sua atuação na ONG Serta (Serviço de Tecnologia Alternativa) – onde era professor no curso de Agroecologia; da atuação em defesa da agricultura familiar e dos direitos LGBTI+, e de fazer parte da diretoria da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais em Pernambuco (Abong-PE), Sandro Cipriano era presidente da Rede LGBTI+ de Pombos e coordenador da Rede LGBTI+ do Interior de Pernambuco – que ajudou a formar e fortalecer e reúne ativistas de vários municípios do estado. Cipriano considerava prioritária a valorização das políticas de defesa dos direitos LGBTI+ e a interiorização destas ações.

 

Fotos: Abong

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