Movimentos sociais realizam ato por direitos sociais e democracia

Rio de Janeiro, 13 de março de 2015
Por Observatório da Sociedade Civil

 

Foto: Samuel Tosta

Foto: Samuel Tosta

 

Desde as 15 horas de hoje, movimentos sociais estarão reunidos em diversas capitais brasileiras para defender direitos da classe trabalhadora, a radicalização da democracia através da reforma política e o caráter público da Petrobras. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), 26 estados confirmaram os locais de mobilização em suas capitais.

Além da CUT, diversas entidades articulam as manifestações, entre elas o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Federação Única dos Petroleiros (FUP) e União Nacional dos Estudantes (UNE). A mobilização levanta pautas específicas que, para os movimentos, simbolizam resistências contra a atual conjuntura, que fere os direitos da população trabalhadora e seu direito de participação e decisão política.

Em relação às demandas trabalhistas, as manifestações vão contra as Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, que restringem o acesso a direitos como seguro desemprego, pensões e auxilio doença. O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) declarou que a retirada de benefícios aos trabalhadores e trabalhadoras é inconstitucional.

Além disso, os movimentos sindicais lutam contra o PL 4330, que amplia as possibilidades de terceirização dentro de empresas, aumentando o subemprego e reduzindo salários, além de outros danos para a classe trabalhadora.

Já a “defesa da Petrobras” se refere ao posicionamento dos movimentos, contrários ao sucateamento e privatização da empresa responsável por mais de 80 mil empregos direitos e por 13% do PIB nacional. A pauta inclui a punição justa de funcionários envolvidos em casos de corrupção, assim como transparência nas investigações. “A bandeira contra a corrupção é dos movimentos social e sindical. Nós nunca tivemos medo da verdade”, afirmam os movimentos em nota oficial.

Abarcando todas as demandas por maior participação e influência da sociedade nas decisões políticas do país, está a defesa de uma reforma política ampla e democrática. Os movimentos pedem pela realização de um plebiscito popular e uma Constituinte Exclusiva e Soberana, enfatizando o fim do financiamento privado de campanhas eleitorais como parte da reforma.

Para os movimentos, a democracia deve ser representativa, não cabendo ao setor privado definir as eleições. Desse modo, as manifestações vão contra a aprovação da PEC 325/2013, considerada uma “contrareforma política”, já que defende justamente o financiamento privado de campanha eleitoral, beneficiando o atual sistema político propenso à corrupção.

Em entrevista ao site do MST, Débora Nunes, da coordenação nacional do movimento, afirma que a falta de representatividade política impede que mudanças estruturais necessárias, como a reforma política, a reforma agrária e a democratização avancem. “Isso ficou ainda mais claro depois das últimas eleições que colocou o Congresso Nacional nas mãos das bancadas mais conservadoras desde 1964. Por isso, dependemos da compreensão da classe trabalhadora em torno da unidade de um projeto popular para o Brasil, em torno daquilo que pode avançar para que as transformações sociais que o povo precisa sejam feitas”, declarou.

Confira os locais de concentração confirmados até o momento:

Acre

Rio Branco – em frente ao Palácio – 9h

Alagoas

Maceió – Praça Sinimbú – 9h

Amazonas

Manaus – Concentração na Praça da Polícia – 15h

Amapá

Macapá- Concentração na Praça da Bandeira – 8h

Caminhada até a Praça do Forte – 10h

Bahia

Salvador – Itaigara – Em frente ao prédio da Petrobrás – 7h

Ceará

Fortaleza – Praça da Imprensa – 8h

Distrito Federal

Brasília – Rodoviária – 17h

Espírito Santo

Vitória – Em frente à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) – 16h30

Goiás

Goiânia – Coreto da Praça Cívica – 10h

Maranhão

São Luís – Panfletagem na Praça Deodoro – 7h

Concentração na Praça João Lisboa e passeata na Rua Grande até o final da mesma rua – Canto da Viração – para o Ato Político – 15h

Minas Gerais

Belo Horizonte – Praça Afonso Arinos – 16h

Mato Grosso

Cuibá – Praça da República – 11h

Mato Grosso do Sul

Campo Grande – Praça do Rádio – 9h

Pará

Belém – Praça da República – 15h

Paraíba

João Pessoa – Em frente ao Cassino da Lagoa – 15h

Paraná

Curitiba – praça Santos Andrade – 17h

Pernambuco

Recife – Parque 13 de Maio, Santo Amaro – 7h

Piauí

Teresina – Praça da Liberdade – 15h

Paraná

Curitiba – Praça Santos Andrade – 17h

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – Cinelândia – 15h

Rio Grande do Norte

Natal – em frente à Catedral – 16h

Roraima

Boa Vista – na Praça do Centro Cívico

Santa Catarina

Florianópolis – em frente à Catedral – 14h

Sergipe

Aracaju – Praça Camerino – 14h

São Paulo

São Paulo – Avenida Paulista nº 901 – em frente ao prédio da Petrobras – 15h

Tocantins

Concentração no Posto do Trevo 2, caminhada na Avenida Tocantins, em Taquaralto, até a Praça da Igreja São Jose – 15h30