Ibase lança estudo sobre impacto das indústrias extrativas no clima do planeta

Os impactos da indústria extrativa no clima do planeta foram o tema do primeiro encontro do Ciclos Ibase, realizado ao vivo e online em 14 de julho de 2021.

Além de ser o primeiro dos três encontros do Ciclo, a live também marcou o lançamento do estudo “Atividades extrativas no Brasil e mudanças climáticas”, encomendado pelo Ibase ao biólogo Júlio César Holanda Araújo, mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. O documento, inédito e realizado em 2021, aponta quais as contribuições diretas e indiretas do setor extrativo no país, os impactos negativos dessa atividade, as adaptações às mudanças climáticas, transparência e incidência da sociedade civil, além de levantar e sugerir alternativas de adequação do setor.  Para ler a publicação, clique aqui.

O objetivo desse primeiro “Ciclos Ibase” foi de ampliar o debate sobre as relações entre extração, processamento e exportação de petróleo, gás natural, minérios e madeira com as mudanças climáticas. Na opinião de Athayde Motta, diretor do Ibase, “este foi um documento no estilo primer, que inaugura questões ainda pouco debatidas no Brasil. O debate sobre as indústrias extrativas no Brasil e seus impactos nas mudanças climáticas é uma contribuição que o Ibase quer dar para que esses temas possam ser monitorados pela sociedade civil.”

Além do biólogo Júlio César Holanda Araújo, participaram da live o antropólogo peruano Carlos Monge, do Natural Resource Governance Institute, de Nova Iorque, também autor de um estudo sobre o tema, em âmbito internacional.  Como assessor  da Rede Latino-americana sobre as Indústrias Extrativas (Rlie), Monge publicou o caderno “Atividades extrativas e aquecimento global. Demandas por transparência e propostas políticas” também apresentado no encontro.    

A pesquisadora Maureen Santos, atual coordenadora do Grupo Nacional de Assessoria da ONG Fase e especialista em mudanças climáticas, com ênfase nos temas floresta e agricultura, comentou as abordagens apresentadas. A mediação do encontro foi da pedagoga Nahyda Franca, especialista em educação ambiental e ativista do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental (FMCJS) 

O Ciclos Ibase faz parte do projeto “Pesquisa aplicada e advocacy para garantir medidas de redistribuição de impostos e royalties de mineração”, realizado pelo Ibase de abril de 2019 a março de 2021, com apoio da Fundação Ford. Além dessa edição, serão realizados mais dois encontros sobre a questão das indústrias extrativas no Brasil e no mundo, com datas a definir.